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Periodontite tem cura? Entenda o que o tratamento pode fazer
Se você recebeu o diagnóstico de periodontite...
Dr. Rodrigo Araújo Silveira
Se você recebeu o diagnóstico de periodontite, é natural surgir uma das primeiras perguntas:
“Periodontite tem cura?”
A resposta exige uma explicação um pouco mais cuidadosa do que simplesmente “sim” ou “não”.
A periodontite é uma doença inflamatória crônica que pode causar perda dos tecidos que sustentam os dentes. O tratamento consegue controlar a doença e interromper sua progressão, mas a manutenção desse controle depende também do acompanhamento ao longo do tempo.
Por isso, mais importante do que procurar uma “cura” imediata é entender como controlar a doença e preservar os dentes naturais.
O que significa ter periodontite?
A periodontite acontece quando a inflamação associada ao biofilme bacteriano ultrapassa a gengiva e compromete os tecidos que sustentam os dentes.
Com a evolução da doença, pode ocorrer:
perda de inserção;
formação de bolsas periodontais;
retração gengival;
perda óssea;
mobilidade dentária;
alterações na posição dos dentes.
Nem todos os pacientes apresentam essas alterações da mesma forma. A extensão e a gravidade da doença precisam ser avaliadas individualmente.
Então, periodontite tem cura ou não?
Aqui está a principal diferença:
A periodontite pode ser controlada, mas exige acompanhamento contínuo.
O tratamento busca eliminar ou reduzir os fatores responsáveis pela inflamação, controlar a infecção periodontal e estabilizar a condição dos tecidos.
Quando esse controle é alcançado, o paciente pode permanecer por muitos anos com a doença inativa ou controlada.
Isso não significa que seja possível simplesmente concluir o tratamento e nunca mais se preocupar com a periodontite.
A doença pode voltar a apresentar atividade, especialmente quando os fatores de risco não são controlados ou quando o acompanhamento periodontal é interrompido.
O que o tratamento da periodontite consegue fazer?
O tratamento tem como principais objetivos:
controlar a inflamação;
reduzir a quantidade de biofilme e cálculo;
diminuir ou controlar as bolsas periodontais;
interromper a progressão da perda de suporte;
preservar os dentes naturais;
melhorar a saúde e o conforto da gengiva;
estabelecer condições para uma manutenção adequada.
Em situações específicas, também podem ser considerados procedimentos periodontais adicionais.
O tratamento é planejado de acordo com as características de cada paciente.
O osso perdido pela periodontite volta?
Essa é outra dúvida muito comum.
A perda óssea provocada pela periodontite não é automaticamente revertida apenas com a eliminação da inflamação.
Entretanto, determinados defeitos ósseos podem apresentar condições favoráveis para procedimentos regenerativos.
A indicação depende de vários fatores, incluindo a localização e as características do defeito.
Por isso, não é possível afirmar apenas pela presença de “perda óssea” se haverá possibilidade de regeneração.
E a gengiva que retraiu, volta ao normal?
Nem sempre.
Quando ocorre retração gengival, o tecido pode não retornar espontaneamente à posição original depois que a inflamação é controlada.
Em determinadas situações, entretanto, procedimentos periodontais, como o enxerto gengival, podem ser considerados.
Leia também: Retração gengival: causas e tratamento.
É possível manter os dentes mesmo tendo periodontite?
Sim.
Esse é um dos principais objetivos do tratamento periodontal.
Mesmo quando existe perda de suporte, isso não significa automaticamente que o dente precise ser extraído.
A possibilidade de preservação depende de fatores como:
quantidade de suporte periodontal remanescente;
grau de mobilidade;
presença e profundidade das bolsas;
anatomia do defeito ósseo;
controle da inflamação;
resposta ao tratamento;
condições gerais do paciente.
Em muitos casos, controlar a doença e estabelecer uma boa manutenção permite preservar os dentes naturais por muitos anos.
Depois do tratamento, a periodontite pode voltar?
Sim.
Esse é um dos motivos pelos quais a manutenção periodontal é tão importante.
Mesmo depois de um tratamento bem-sucedido, o paciente continua apresentando suscetibilidade à doença.
A manutenção permite acompanhar a saúde dos tecidos, identificar alterações precocemente e intervir antes que um novo problema evolua.
Por isso, o tratamento da periodontite não deve ser entendido apenas como uma sequência de procedimentos.
É um processo de controle da doença ao longo do tempo.
De quanto em quanto tempo preciso fazer manutenção?
Não existe um intervalo único que sirva para todos os pacientes.
A frequência das consultas de manutenção depende do histórico da doença, dos fatores de risco, da resposta ao tratamento e das condições encontradas durante as avaliações.
Alguns pacientes precisarão de acompanhamento mais frequente, enquanto outros poderão ter intervalos maiores.
O importante é que o intervalo seja individualizado.
Posso ter periodontite mesmo sem sentir dor?
Sim.
Esse é um dos aspectos que tornam a periodontite especialmente importante.
A doença pode evoluir durante bastante tempo sem provocar dor intensa.
Por isso, esperar sentir dor para procurar ajuda pode significar perder uma oportunidade de identificar a doença em uma fase mais favorável ao controle.
Sangramento gengival, retração, mau hálito persistente, dentes mudando de posição ou mobilidade são sinais que merecem avaliação.
O tratamento da periodontite dói?
O tratamento é planejado para proporcionar conforto ao paciente.
Dependendo da necessidade, procedimentos periodontais podem ser realizados com anestesia local.
É comum existir algum grau de sensibilidade ou desconforto após determinadas etapas do tratamento, mas o profissional orientará os cuidados necessários para esse período.
A experiência também varia conforme a extensão da doença e os procedimentos necessários.
O que acontece se eu não tratar a periodontite?
Quando a doença permanece ativa e sem controle, pode ocorrer progressão da perda dos tecidos de suporte.
Isso pode levar a:
aumento da perda óssea;
maior mobilidade dos dentes;
migração dentária;
dificuldade para mastigar;
retrações gengivais;
maior risco de perda dentária.
A velocidade dessa progressão não é igual em todos os pacientes.
Por isso, não é recomendável esperar para descobrir até onde a doença vai evoluir.
Afinal, qual é a melhor maneira de tratar a periodontite?
Não existe um único tratamento que sirva para todos os casos.
O primeiro passo é realizar uma avaliação periodontal completa, identificar a extensão da doença e compreender os fatores que podem estar contribuindo para sua evolução.
A partir disso, é possível estabelecer um plano de tratamento individualizado e, posteriormente, um programa de manutenção.
Periodontite não precisa significar perda dos dentes
Receber o diagnóstico de periodontite pode ser preocupante, mas existem formas eficazes de controlar a doença e preservar os dentes naturais.
O mais importante é não ignorar os sinais e buscar uma avaliação adequada.
Se você já recebeu o diagnóstico de periodontite ou apresenta sangramento, retração gengival, mau hálito persistente ou dentes com mobilidade, procure uma avaliação periodontal.
Conheça nossa página de Periodontia e entenda como realizamos esse tratamento.
Dr. Rodrigo Araújo Silveira
Cirurgião-Dentista | Periodontia e Implantes
Curitiba – PR
