* não atendemos convênios whatsapp 41 3352 4947
Retração gengival: causas e tratamento
Você já percebeu que um ou mais dentes parecem estar ficando “mais compridos...
Dr. Rodrigo Araújo Silveira
Você já percebeu que um ou mais dentes parecem estar ficando “mais compridos”? Ou notou que a gengiva está mais baixa, deixando parte da raiz do dente exposta?
Isso pode ser um sinal de retração gengival.
A retração acontece quando a margem da gengiva se desloca em direção à raiz do dente, deixando uma parte que normalmente deveria estar protegida pela gengiva exposta.
Além da alteração estética, a retração pode causar sensibilidade, desconforto e dificuldade para realizar a higiene da região. Em alguns casos, também pode aumentar a exposição da superfície radicular ao desgaste e à ação das bactérias.
Mas nem toda retração gengival precisa necessariamente de cirurgia. O primeiro passo é entender por que ela aconteceu e se está evoluindo.
O que causa a retração gengival?
A retração gengival pode ter diferentes causas e, muitas vezes, existe mais de um fator envolvido.
Entre os mais comuns estão:
escovação muito forte ou utilização de técnica inadequada;
trauma repetitivo sobre a gengiva;
posição do dente na arcada;
gengiva naturalmente mais fina;
inflamação gengival;
acúmulo de placa bacteriana e tártaro;
movimentação ortodôntica em determinadas situações;
hábitos que traumatizam a região;
fatores anatômicos individuais.
Por isso, simplesmente “cobrir a raiz” nem sempre é a melhor solução.
É importante identificar o fator que provocou a retração antes de definir o tratamento.
Quais sintomas a retração gengival pode causar?
Algumas pessoas percebem a retração principalmente pela mudança na aparência do sorriso.
Outras podem apresentar:
sensibilidade ao frio ou ao calor;
desconforto durante a escovação;
sensação de que o dente está mais comprido;
alteração no contorno da gengiva;
exposição da raiz do dente;
dificuldade para manter a região adequadamente limpa.
Também é possível ter retração gengival sem sentir nenhum sintoma.
Por isso, uma avaliação periodontal pode ser importante mesmo quando não existe dor.
Toda retração gengival precisa de tratamento?
Não necessariamente.
Em alguns casos, a retração é pequena, estável e não causa desconforto ou comprometimento estético. Nessa situação, pode ser suficiente acompanhar a região e corrigir os fatores que podem estar contribuindo para sua progressão.
Em outros casos, o tratamento pode ser indicado quando existe:
sensibilidade persistente;
progressão da retração;
dificuldade de higienização;
comprometimento estético;
exposição significativa da raiz;
risco de novos problemas na região.
A decisão depende das características de cada caso.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado durante a avaliação clínica.
O periodontista observa a posição da gengiva, a quantidade e qualidade do tecido gengival, a condição do dente e dos tecidos ao redor.
Também podem ser avaliados fatores como:
profundidade da retração;
presença de inflamação;
espessura da gengiva;
posição do dente;
presença de lesões ou desgaste na raiz;
qualidade da higiene;
sinais de progressão.
Quando necessário, exames complementares podem ajudar na avaliação.
O objetivo não é apenas medir a retração, mas entender por que ela aconteceu e qual é o risco de continuar avançando.
Como tratar a retração gengival?
O tratamento depende da causa, da extensão da retração e dos objetivos do paciente.
Controle dos fatores causais
Quando existe trauma durante a escovação, por exemplo, pode ser necessário modificar a técnica de higiene e os hábitos que estão contribuindo para o problema.
Também pode ser necessário controlar inflamação ou tratar a doença periodontal quando ela estiver presente.
Acompanhamento
Quando a retração é pequena e estável, sem sintomas importantes, o acompanhamento periódico pode ser uma opção.
Enxerto gengival
Em determinadas situações, o enxerto gengival pode ser indicado para aumentar a quantidade de tecido gengival e, dependendo do caso, recobrir parcial ou totalmente a superfície radicular exposta.
Mas é importante entender que nem toda retração pode ou precisa ser totalmente recoberta.
O resultado esperado depende de vários fatores, incluindo a localização e a extensão da retração, as características dos tecidos e a condição do dente.
O enxerto gengival é sempre necessário?
Não.
Essa é uma dúvida muito comum.
O enxerto é uma das possibilidades de tratamento, mas não deve ser indicado simplesmente porque existe uma retração.
Antes de recomendar o procedimento, é necessário avaliar a causa, a estabilidade da retração, a espessura da gengiva, a presença de sintomas e os objetivos do paciente.
Em alguns casos, controlar os fatores de risco e acompanhar a região é suficiente.
Em outros, o enxerto pode oferecer benefícios importantes.
A retração gengival pode voltar?
O resultado do tratamento pode ser duradouro, mas isso não significa que a região fique protegida contra todos os fatores que provocaram a retração inicialmente.
Por exemplo, se houver um trauma de escovação persistente ou outros fatores não controlados, novas alterações podem ocorrer.
Por isso, o tratamento não termina necessariamente com o procedimento.
Manter bons hábitos de higiene e acompanhamento periódico é parte importante da manutenção do resultado.
Quando procurar um periodontista?
Vale procurar uma avaliação quando você percebe:
dentes aparentando estar mais compridos;
exposição da raiz;
sensibilidade frequente;
sangramento ou inflamação da gengiva;
mudança no contorno gengival;
retrações que parecem estar aumentando;
preocupação estética com a gengiva.
Quanto antes a causa for identificada, mais fácil pode ser controlar os fatores envolvidos.
Como realizamos esse tratamento
O primeiro passo é uma avaliação individualizada da gengiva e dos dentes envolvidos.
Durante a consulta, analisamos a extensão da retração, as características do tecido gengival, possíveis causas e a presença de outros problemas periodontais.
A partir dessas informações, explicamos as possibilidades de tratamento e, quando indicado, avaliamos se o enxerto gengival é a melhor alternativa.
Cada caso apresenta características próprias. Por isso, o planejamento é feito de forma individualizada, buscando não apenas melhorar a aparência da gengiva, mas também preservar a saúde e a estabilidade dos tecidos ao redor do dente.
Retração gengival tem tratamento?
Em muitos casos, sim.
Mas o tratamento adequado depende de por que a retração aconteceu, quanto tecido foi perdido e quais são as necessidades daquele paciente.
Se você percebeu uma alteração na gengiva ou está preocupado com a exposição da raiz de algum dente, uma avaliação periodontal pode ajudar a entender o que está acontecendo e quais opções existem para o seu caso.
Agende sua avaliação e converse diretamente com o Dr. Rodrigo Araújo Silveira.
Posts relacionados
Enxerto gengival: quando é indicado?
Entenda quando o enxerto pode ser recomendado para tratar retrações gengivais.
Enxerto gengival: como é feito e como é a recuperação
Saiba como funciona o procedimento e o que esperar durante a recuperação.
Gengiva sangrando: quando é normal e quando preocupar
Sangramento gengival não deve ser ignorado. Entenda o que ele pode indicar.
Periodontite: sintomas, causas e tratamento
Conheça a doença que pode comprometer os tecidos que sustentam os dentes.
